quarta-feira, 6 de março de 2013

CULTURA É ALEGRIA, DANÇA E FOLIA



 Volta à Escola


            Desde muito pequena a criança participa das práticas sociais e culturais de sua família, de seu meio, enfim dos grupos com os quais convive. É, pois inserida no ambiente afetivo e cultural que a criança vai desenvolver seu processo de socialização.  E agora nossos filhos estão retornando a escola.
            As crianças felizmente têm acesso a expressões artísticas de diferentes produtores, através da televisão, das festas populares, da arte dos produtores mais próximos à comunidade em que vivem e tantas outras fontes de informação. A fonte menos usual ironicamente tem sido a escola.
            No entanto, uma nova forma de reconhecer a relação das crianças com a produção artística tem tornado possível, um novo conceito de aprendizagem e uma nova forma de ação pedagógica.
            Na linguagem musical, aprende-se a ouvir sons e a reconhecer diferença entre eles. A música ajuda a afinar a sensibilidade, aumenta a capacidade de concentração, desenvolve o raciocínio lógico-matemático e a memória, além de ser um forte desencadeador de emoções. Podem ser trabalhadas em sala de aula ou até mesmo fora, em um espaço confortável e de fácil movimentação.
            As parlendas, das quais formam um conjunto de palavras com arrumação rítmica em forma de verso, que podem rimar ou não, geralmente envolvem alguma brincadeira, jogo, ou movimento corporal. Ao introduzir essa atividade na escola, torna-se possível resgatar uma tradição, como também nutrir a alma infantil, através de uma poesia pura e primitiva, valorizando as manifestações populares, bem como o estabelecimento de um vínculo prazeroso com a leitura e a escrita.
            Quando os alunos ainda não leem e escrevem convencionalmente, atividades de leitura e escrita com esses textos, que pertencem à tradição oral e as crianças conhecem de memória, podem possibilitar avanços nas hipóteses dos alunos à respeito da língua escrita. Também é possível trabalhar as cantigas de rodas que são textos que servem para brincar e divertir. Com bastante freqüência se encontram associadas a movimentos corporais em brincadeiras infantis, nessa brincadeira ninguém é o primeiro ou o último, de mãos dadas todos se tornam iguais. As crianças aprendem que as brincadeiras possuem normas e aceitá-las e compreende-las é fundamental para viver em sociedade.
            Teoricamente, sabemos o quanto são importantes as brincadeiras, os jogos, ou seja, a arte e a cultura na vida extra-escolar e escolar do aluno. No entanto, quando aplicado à prática em uma sala de aula, muitas vezes, por comodismo, usa-se apenas o material didático oferecido e escolhido pela instituição não priorizam o espaço para brincadeiras e jogos deixando de lado o seu valor social e escolar.
            As brincadeiras ou atividades lúdicas caracterizam as vivências infantis. Exploradas como metodologias de ensino, além de possibilitarem situações significativas de aprendizagem, também são elementos essenciais para o desenvolvimento da auto-estima dos alunos.
            Que voltar a escola seja um retorno agradável e feliz para nossas crianças, que o conhecimento possa agregar valores que vão além do preconceito racial, religioso e social, que se vejam todos seres humanos e saibam discernir com sabedoria as diferenças culturais.

Morre vocalista do Charlie Brown Jr


Cantor e Compositor, Chorão era polêmico, mas quem não é? uns mais outros menos, mas cada um com sua individualidade e particularidade tinha 15 anos de carreira. O Brasil não perde apenas um cantor, perde também parte da história do Rock.  Uma referência para os amantes da música e do skate, este merece o nosso respeito, com um estilo inconfundível, inspirou uma geração, desnecessário dizer que perdemos uma grande cantor. Sua história comprova o seu talento.



terça-feira, 5 de março de 2013

Choque Cultural



É no meio familiar que as raízes culturais se firmam, se afloram ou simplesmente permanecem e é no âmbito escolar que começam os choques culturais. Durante o ciclo vital do ser humano a escola é um dos meios que possui o poder de promover a inclusão ou a exclusão social, sendo que a mesma deveria exercer o papel de mediadora entre o crescimento intelectual e a ascensão social, ou seja, a promoção individual, a sua descoberta de mundo, de novas regras a serem seguidas, sem que para isso, as faça de forma inconsciente, mas sim cidadãos sabedores dos seus direitos e deveres para com a sociedade.

Fundamentos Históricos e Epistemológicos da Educaçã


Essa síntese tem como objetivo abordar Fundamentos Históricos e Epistemológicos da Educação, considerações sobre as referências básicas da educação no acumular-se histórico e sua relação com o conceito amplo de educação e as principais características do mundo contemporâneo e sua relação com a educação enquanto desafios a serem enfrentados pela prática pedagógica.
Esses temas estudados e fundamentados por alguns autores propõem discussões que norteiam os propósitos da educação e na busca constante em descobrir novos caminhos contextualizando o homem de hoje com as mudanças ocorridas com o passar do tempo.   Considerando que educação tem sido assunto discutido em grandes congressos no mundo. Nunca se falou tanto em educação como neste século. A respeito de educação Vieira Pinto afirma.

“A Educação é o processo pelo qual a sociedade forma seus membros à sua imagem e em função de seus interesses”.

Fazendo uma retrospectiva histórica encontramos o homem como o grande responsável pela evolução. A princípio vivia-se a sociedade agrícola, a principal função era o cultivo da terra, tornou-se então a grande perspectiva da época.  Aproximadamente no século XIX o homem passa a abandonar a vida nômade e tem como priori a sociedade industrial, nesta, as relações sociais estavam ligadas ao trabalho em fábricas, e, a sociedade contemporânea, começa a ser compreendida como a sociedade do conhecimento, esta, ligada à informatização à robotização, enfim, percebe-se que as atividades manuais passam a ser controladas por máquinas, das quais produzem com maior velocidade e precisão necessitando em menor escala do homem para a produção.
 Sentido-se excluído deste processo de transformação, tornou-se necessário à aquisição de novos conhecimentos sendo o homem desafiado a refletir e interagir com o seu meio buscando novas informações e saberes de diferentes naturezas. O conhecimento tornou-se “peça” fundamental para a sobrevivência com dignidade. 
Levando em consideração que a educação pode ter significados diferentes, a formal, meio familiar onde o individuo está inserido nesta que as raízes culturais se fundamentam, e a informal, que é na escola, onde começa as divergências culturais, nem sempre a escola está preparada para exercer o papel de mediadora entre o crescimento intelectual e a ascensão social, pois são preparados e firmados valores já existentes ou ainda novos em formação, sem uma visão critica com argumentos suficiente para defender seu ponto de vista, o homem encontra dificuldade para conviver com outros comprometendo o êxito de seu aprendizado.   Freire (1987 p. 68) afirma.

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.

Partindo desse principio a educação problematizadora é como prática de liberdade, no entanto, apenas o conhecimento empírico não é o suficiente é preciso ser protagonista no processo de aprendizagem transformando a informação, construindo e buscando novos conhecimentos, exigindo de seus personagens uma nova concepção de comportamento. Ambos são educadores e educandos, aprendendo e ensinando em conjunto, mediatizados pelo mundo.   Aprender é apenas meio. A qualidade da formação básica é o fator modernizante mais eficaz da sociedade e da economia.  Muito embora a valorização da educação no sistema produtivo moderno não mude a essência do capitalismo, introduz, na sombra de vantagem para o capital, oportunidades pertinentes para o trabalhador, que incluem parâmetros menos drásticos de exploração da mão-de-obra, sem falar no suporte para a cidadania do trabalhador.  A educação é componente substancial de qualquer política de desenvolvimento, não só como bem em si e como mais eficaz instrumentação de cidadania, mas igualmente como o primeiro investimento tecnológico. Segundo essa linha, o educador passa a ser o problematizador, que desafia os educando que são agora investigadores críticos, permeados por constantes diálogos, pois a educação como prática de liberdade deve negar o conceito de isolamento e abstração do ser humano, assim como tornar o mundo uma presença constante em seu diálogo.

Síntese sem aprofundamento histórico (apenas como texto pessoal)
Cléo Santana 

Da realidade ao mundo encantado


Tenho 38 anos e acredito realmente que na vida nada acontece por acaso, em tudo existe um propósito.  Sempre tive uma certeza em minha vida, nasci para ser mãe.  Mas, nem tudo é como planejamos, às vezes traçamos um caminho e ao longo de seu percurso muitos obstáculos poderão nos deter, demorando um pouco mais para que nossos objetivos sejam concretizados.
Final de 1998 senti sintomas de gravidez fizeram o teste e deu positivo eu e o meu marido, comemoramos muito, no entanto, em menos dois meses descobrimos que eu tinha um tipo de câncer que ao invés de formar um feto formou uma mola e metástases se espalharam pelo corpo, em 15 dias fiz duas curetagens, mas não adiantou tive que me submeter a varias sessões de quimioterapia foi um tratamento de quase 2 anos de muita dor e sofrimento, a impressão que eu tinha no hospital é que estava em um campo de concentração, e este não era uma ficção e sim uma realidade.  Nesta época morávamos em Mato Grosso e o meu tratamento foi na Unicamp em Campinas, ficar longe da família era difícil, mas eu não tinha outra opção. Sempre me considerei forte e determinada e sabia que iria vencer a doença, pois ainda não tinha conquistado o maior sonho da minha vida.   Enfim, esta etapa foi vencida. Viemos embora para Rondônia, pois, não tínhamos mais condições financeiras para permanecer onde estávamos.  Durante o tratamento gastamos muito e neste meio tempo meu marido ficou desempregado.   E é aqui que minha vida se transforma, em menos de 1 ano já estávamos trabalhando e já tínhamos comprado a nossa casa, mas ainda esperava que algo grandioso fosse acontecer comigo, Deus devia ter uma missão muito especial para mim e no dia 12 de março de 2004, um milagre aconteceu, além de tantos outros milagres que era minha vida, fiquei sabendo que uma mãe queria dar um filho para adoção, ele estava com 49 dias, fiquei eufórica e apavorada ao mesmo tempo, no fundo não concebia a ideia de alguém dar o próprio filho para alguém desconhecido, meu marido e eu fomos encontrá-la e ela estava com o bebê parecia surreal, chorei muito, conversei muito com ela até ter certeza que ela não iria mudar de ideia e no mesmo dia fizemos toda tramitação legal, encontramos um promotor que foi um anjo nos atendeu a noite, na mesma hora ficamos com a guarda provisória e levamos o bebê para casa.   Hoje o meu filho está com quase 09 anos, agora sei o que é um mundo encantado, sei o que é viver de verdade, sei também que ser mãe é mágico é divino, cada dia eu tenho uma razão ainda mais forte para superar todas as dificuldades e esquecer que um dia achei que não fosse continuar viva, quando ele olha pra mim sei que Deus existe, pois só ele poderia me dar à vida pela segunda vez para que eu pudesse sentir o prazer de compartilhar a minha vida com uma pessoa tão especial como é o meu filho.   Às vezes passo perto dele, ele me olha e diz “Ah! Mamãe como você é linda”! Neste momento eu me sinto muito linda mesmo e sinto também que muitas páginas ainda serão escritas em minha vida.  

Padre é condenado a nove anos de reclusão por pedofilia


Esta é a primeira vez no Amazonas que um padre é condenado por esse tipo de crime. Após a publicação da decisão do juiz, o paradeiro do pároco não foi informado à Justiça.
O pároco italiano Piergiorgio Albertini, conhecido como padre Jorge, que atuava no município do Borba (AM) foi condenado a nove anos de reclusão em regime fechado, conforme art. 33, 2º, a, do Código Penal Brasileiro, por pedofilia. Esta é a primeira vez que um padre é condenado no Amazonas por esse tipo de crime.
A sentença foi assinada pelo juiz da Comarca de Borba (a 150 quilômetros de Manaus), Eliezer Fernandes Júnior, no último dia 26. O réu, que hoje está com 73anos, permaneceu solto durante todo a instrução processual, embora a Justiça detivesse o seu passaporte. Após a publicação da sentença, o paradeiro do pároco não foi informado à Justiça. Caso não esteja mais no País, descumpriu ordem judicial. Durante o processo, a defesa do padre pediu a liberação do seu passaporte, mas foi indeferido pelo juiz da Comarca. Fernandes Júnior expedirá o mandado de prisão e, se ficar confirmada a ausência do religioso do País, o magistrado pedirá auxílio do Tribunal de Justiça para o cumprimento da sentença.
Padre Jorge foi condenado na Ação Penal nº 012/2004, com base no art. 217-A, do Código Penal Brasileiro: "Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos; Pena: reclusão de oito a 14 anos". E envolveu a vítima F.S.F., que sofreu a prática de ato libidinoso dos 9 aos 12 anos de idade, a partir de 1993. Na época, o religioso estava com 53 anos.
De acordo com o processo, denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM), o padre recebia várias crianças e adolescentes em seu quarto no sítio Casa Paroquial Cristo Rei, no município de Borba, para praticar atos libidinosos com elas. Em relação à vítima F.S.F., que originou a Ação Penal, o MP apurou que o pároco a "mandava sentar em seu colo, passando a acariciá-la e tocando-a em seus seios e em sua vagina". Em troca, Albertini oferecia alimentos, guloseimas e dinheiro à vítima -a quantia de R$ 50,00.
A garota só teve coragem de denunciar o padre em 2003, quando veio para Manaus e entrou em contato com o Conselho Tutelar da capital amazonense. Em determinado trecho dos autos, a vítima conta que o religioso tirava sua roupa e a tocava. Ele também ficava nu e o "padre chegava a ejacular e se esfregava no corpo da adolescente à época até ejacular e que após o ato consumado, o denunciado oferecia dádivas à depoente", conforme trecho da sentença.
Uma das testemunhas afirmou que o religioso tentou convencer a vítima e a representante do Conselho Tutelar a "desfazer o seu depoimento". Segundo a testemunha E.S.F., o padre "Jorge" chegou a oferecer uma casa e uma motocicleta para que a vítima "silenciasse como também fosse até a delegacia de Polícia negar os fatos". Uma outra testemunha, arrolada pelo MP, C.R.S., declarou que o pároco esfregava seu pênis quando abraçava as meninas e que foi levada uma vez ao balneário do município para aprender a nadar com outras crianças e que, "ao tentar ensinar a testemunha a nadar quando a mesma de bruço, como cachorrinho, passava a mão na vagina da mesma, agindo com naturalidade", segundo trecho do documento.
Tanto na fase indiciária (audiências de instrução e julgamento), quanto em Juízo, o réu negou a prática delituosa. "As testemunhas arroladas pela defesa em seus depoimentos relataram fatos que não guardam maior relevância para demonstrar a inculpabilidade do acusado. Ademais, os depoimentos delas devem ser analisados com reservas, uma vez que todas se declararam amigas do acusado. Além disso, é inegável que nos crimes contra os costumes (atualmente contra a dignidade sexual), não raro perpetrados na clandestinidade, as palavras das vítimas possuem relevante força probatória quando em consonância com os demais elementos de prova" , ponderou o magistrado em sua sentença e citou jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ).
"Entretanto, verifico que as declarações da vítima e das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, ouvidas em Juízo, estão em perfeita harmonia com os demais elementos probatórios constantes no caderno processual, confirmando a conduta delituosa do acusado" , de acordo com a sentença.
SUMIÇO
A Ação Penal nº 012/2004 ficou "sumida" durante um determinado tempo. O cartório da Comarca foi invadido e a sala do promotor de Justiça, arrombada, coincidentemente pouco tempo depois do início do processo no município.
A ação só reapareceu com a correição realizada pelo juiz Eliezer Fernandes Júnior, em meados de 2006.
OUTRO PROCESSO
O padre Piergiorgio Albertini também respondeu outro processo na Justiça amazonense -nº 0000559-60.2010.804.0013 -, onde era acusado de se apropriar dos recursos que eram repassados para o Lar Cristo Rei, a fim de ajudar crianças e jovens carentes do município.
Ele foi absolvido por falta de provas nesse processo.

Jornalistas poderão acompanhar posse do novo presidente do TST


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) realiza nesta terça-feira (5), às 16 horas, sessão solene de posse do ministro Carlos Alberto Reis de Paula no cargo presidente da Corte, do ministro Antônio José de Barros Levenhagen no cargo de vice-presidente e do ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho no cargo de corregedor-geral da Justiça do Trabalho.
Os jornalistas que quiserem acompanhar a cerimônia de posse no TST deverão apresentar, na entrada do tribunal, crachá de credenciamento jornalístico de um dos seguintes órgãos, com respectivo documento de identidade: Supremo Tribunal Federal, Presidência da República, Senado Federal ou Câmara dos Deputados.
Caso não seja credenciado em nenhum dos órgãos acima citados, o profissional deverá apresentar identidade profissional e documento que comprove vínculo profissional com empresa de comunicação, a fim de que o pedido de credenciamento seja analisado pela Secretaria de Comunicação Social.
As equipes de TV e os fotógrafos dos veículos de comunicação também deverão se credenciar para ter acesso ao auditório onde ocorrerá a cerimônia.
O evento será transmitido ao vivo pelo canal do TST no Youtube.
(Mauro Burlamaqui)

Extraído de: Tribunal Superior do Trabalho  - 23 horas atrás